segunda-feira, 2 de maio de 2011

SOBRE BULLYNG




Devido a uma série de acontecimentos relacionados a violência em ambientes escolares e com grande repercussão nos últimos anos, nos quais podemos incluir o episódio mais recente onde diversos alunos foram assassinados em uma escola municipal do bairro de Realengo no Rio de Janeiro e que ganhou o mundo, o bullyng tornou-se uma verdadeira febre nos jornais e revistas especializadas de educação.
Em primeiro lugar, podemos dizer que, embora a palavra “bullyng” seja relativamente nova em termo de uso, aquilo que ela representa é tão velho talvez quanto a propria idéia de escola.
Podemos definir segunda boa parte da literatura especializada o bullyng a partir de três fatores principais:

1º - comportamento agressivo entre estudantes
2º - sempre motivados por uma relação baseada em desigualdade de poder e intolerancia a determinados aspectos físicos, psiquícos ou emocionais de um ou mais indivíduos
3º - é marcado por uma continuidade de ataques em curto espaço de tempo.

Baseado em uma série de leituras e experiências com jovens e adultos percebo que é possível ir além dos muros da escola, acrescentando práticas sociais violentas direcionadas a crianças e adolescentes em casa, a jovens e adultos jovens por exemplo que tem como prática sair não para se divertir, mas para encotrar “vítimas” para agredir entre outros exemplos. Isso é muito coerente na medida que, se retiramos o primeiro item e pensamos no bullyng em seu aspecto mais central: a relação de poder desigual travada entre indivíduos, onde um dos polos da relação é perseguido de forma covarde e de diferentes maneiras.
Embora seja uma prática antiga, apenas no início da década de 70 o bullyng começou a ser estudado pela comunidade científica preocupada com as possíveis consequências da violência entre estudantes: dentre elas, assassinatos, inúmeros traumas e até suicídio. Não são poucos os casos identificados aos longos das ultimas décadas em inúmeros países. E somente mais de uma década depois ele começou a ser visto como motivo de preocupação pela população em geral.
Embora eu concorde que atualmente a escola enquanto instituição viva um período de cobrança social muito intenso é também notório o descaso de professores e direção, e porque não mencionar segundo minha experiência e de outros colegas até mesmo incentivo de muitos professores diante de situações de conflito. Durante muito tempo o bullyng foi considerado “brincadeira de criança”
O bullyng abrange todos os tipos de agressão: física, moral, psicológica, sexual.
Também pode ser a causa comum de vários traumas e dificuldades apresentadas por indivíduos ao longo do processo de desenvolvimento.
Hoje, percebemos que o bullyng como prática social é responsabilidade de toda a sociedade.
São poucos os Estados brasileiros que criaram leis e programas que realmente funcionam.
Outra coisa que podemos destacar é que o bullyng enquanto comportamento vai muito além dos muros da escola, seja pelo fato de muitos alunos serem agredidos fisicamente em espaços fora da escola seja pela proliferação do chamado ciberbullyng nas redes sociais.

2 comentários:

♥ κєκєl ♥ disse...

Olá

Sou professora de uma escola estadual e estou aqui lhe convidando para conhecer nosso blog de LIBRAS onde o nosso objetivo é expandir a Língua de Sinais, pois somos escola pólo para atendimento da pessoa com deficiência auditiva.
Se você tiver um tempinho e interesse pelo assunto, venha nos visitar. O endereço é:

http://eeblmlibras.blogspot.com/

Abraços fraternos

BLOG DO CELSÃO disse...

Olá,gostei,e me ajudou no meu trabalho de língua portuguesa!!