quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Estilos de aprendizagem e a questão dos nativos digitais


Quando entramos em um ambiente de aprendizagem os primeiros minutos que antecedem o início da aula representam um rico momento que denomino “zona de troca de expectativas”. Nestes minutos iniciais professores e alunos trocam impressões às vezes de forma silenciosa com olhares e gestos, às vezes a partir de ruídos quase imperceptíveis. Em outros momentos dependendo da situação de forma explicita como uma forma de marcar um território. Neste momento o que está em jogo é a nossa capacidade de observar o outro e comparar estas observações com nossas experiências passadas tentando responder a perguntas como “ como será a aula deste cara?” “ será que está é uma turma boa?”. “será que a prova dele é muito cascuda?” “será que este povo gosta de ler?”. Enfim, muitas outras perguntas são formuladas antes do início da aula. De certa forma, um professor bem treinado pode nestes minutos iniciais e ao longo do encontro identificar uma série de elementos que permitem identificar com uma certa segurança os estilos de aprendizagem de seus alunos e dessa forma direcionar de uma forma mais eficaz sua metodologia de apresentação dos conteúdos. Mas o que é um estilo de aprendizagem?
Um estilo de aprendizagem representa a maneira como cada pessoa processa, absorve e retém informações utilizando algum canal de entrada representado pelos sentidos da audição, olfato, tato, visão, paladar.
Ao estudarmos as teorias relacionadas aos estilos cognitivos percebemos que o elemento que une todas é a idéia de que as pessoas são diferentes. E por serem diferentes aprendem de formas diferentes.
Ao mesmo tempo, para nós professores essa informação representa um enorme desafio relacionado tanto ao planejamento quanto a forma como executamos nossas atividades em sala de aula.
Alguns autores, em especial Marc Prensky(2001) tem chamado a atenção por conta da elaboração de conceitos relacionados as pessoas oriundas das gerações posteriores a década de 70. No caso em questão refiro-me aos conceitos de nativos e imigrantes digitais de Prensky. Pensemos na geração atual. Os nativos digitais são exatamente estas pessoas que já nasceram na era da tecnologia, enquanto imigrantes digitais são aqueles que nasceram na era analógica, tendo apenas migrado para o mundo digital na fase adulta. Em termos gerais me parece bastante razoável pensarmos que estes dois grupos pensam e processam a informação de formas diferenciadas. Claro que há também uma geração intermediária marcada por pessoas que acompanharam com um certo grau de experimentação as diversas evoluções tecnológicas em diversos setores. Para exemplificarmos esta questão basta considerar o ato de jogar vídeo game. Meu pai cresceu com jogos que não necessitavam de tecnologias mais sofisticadas ou mesmo muitas nem mesmo eletricidade. Eu cresci acompanhando a evolução do vídeo game: passando por nomes como Atari, Máster Sistem, Phanton Sistem, Nintendo, Super Nintendo, Mega Drive, Playstation, Playstation 2, Wii, XBOX360, Playstation 3, etc. Minha filha já nasce em um contexto tecnológico que nos permite ver cinema em 3d, termos um MP20, um IPAD, Jogos em blueray com a mais alta definição. Em termos de recursos as diferenças são gritantes. Mas não pretendo me alongar nesta temática pelo menos por enquanto. Penso que inicialmente podemos dizer que o professor tem um papel fundamental dividido em dois movimentos referentes à qualidade da aprendizagem de seus alunos. O primeiro deles é a identificação do canal preferencial do aluno: se ele é mais auditivo, visual, sinestésico, etc. Segundo, propiciar elementos para que o mesmo possa de posse destas informações de mais controle sobre seus próprios processos de aprendizagem elevando seu grau de autonomia em relação à figura do docente. Claro que todas estas mudanças resultam tanto em domínio de conteúdo quanto uma abertura maior para as necessidades do aluno. Començando pela necessidade de compreender as múltiplas formas pelas quais uma informação pode transforma-se em conhecimento.




domingo, 8 de agosto de 2010

Metacognição e Aprendizagem - Uma Ferramenta Eficaz Para o Desenvolvimento da Aprendizagem


http://www.youtube.com/watch?v=GxdJiGwsiwo




Uma explicação sobre o conceito de metacognição feita pelo professor Mauricio Abreu Pinto Peixoto , meu orientador de Mestrado no NUTES da UFRJ.

APRENDIZAGEM E METACOGNIÇÃO NO ENSINO DE METODOLOGIA CIENTÍFICA



Meu mais novo artigo publicado na Revista Ensaio da UFMG
É necessário construir novas metodologias que auxiliem o aprendiz na percepção de seus processos de aprendizagem. Relatou-se o uso de estratégias metacognitivas para ensinar método científico a 23 estudantes de pós-graduação. Baseado na abordagem construtivista utilizou-se técnicas de mobilização para promover o conflito cognitivo entre as crenças dos alunos sobre o pensar científico e tarefas simuladas durante um curso de metodologia científica. Diários de campo foram usados para favorecer no estudante a consciência dos seus processos de aprendizagem e como ferramenta de observação das diferenças individuais na recepção das informações e possíveis transferências. Concluiu-se que os relatos permitiram observar efeitos abrangentes no comportamento e no pensar dos estudantes.




Link para para artigo completo em :

quarta-feira, 19 de maio de 2010



A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a "tirania da liberdade" em que crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade.
Paulo Freire in Pedagogia da Indignação.

A CONSULTORIA









Algumas palestras desenvolvidas para escolas, ongs e empresas:

As contribuições das neurociências na formação profissional



Gerenciando Equipes com o hemisfério direito



Fatores de aprendizagem para uma atuação eficaz em ambientes de aprendizagem múltiplos



O papel do lider na Era conceitual



Empregabilidade no mundo contemporâneo



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Ola pessoal,


Depois de alguns meses sem postar no blog meus escritos por questões pessoais, estamos de novo agindo. Pretendo postar pelo menos duas vezes por semana alguns materiais desenvovidos. Também estou mudando um pouco o conteúdo do Blog. De agora em diante serão acrescentadas matérias sobre educação e aprendizagem no contexto da pedagogia empresarial. Esse trabalho é fruto de novas experiências com meus alunos da Unicarioca nas disciplinas de “Liderança” e “Conceitos Básicos de Gestão” e também do meu trabalho com neurociência aplicado a contextos corporativos. Bom, espero que gostem. Um grande abraço para todos

sexta-feira, 7 de maio de 2010