quarta-feira, 19 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Homenagem a meus mestres

"O professor se liga a eternidade; ele nunca sabe onde cessa a sua influência."
HENRY ADAMS

o tempo da aprendizagem


Um dos fatores mais importantes quando pensamos na relação ensino-aprendizagem é fator temporal. Neste caso nos referimos a uma compreensão de que tarefas de aprendizagem demandam um dado investimento de tempo físico que dentro de certos limites é incompressível. Há circunstâncias que podem tornar os esforços do aprendiz mais ou menos eficientes. No entanto, mesmo quando consideradas, uma dada tarefa exige uma dedicação temporal específica. Ainda mais, sendo variável, há diferença marcante entre o tempo “ideal” ou “teórico” e aquele realmente despendido por um aprendiz específico.
Podemos considerar dois aspectos do fator tempo. Um deles é o período de tempo determinado pelo curso e/ou utilizado pelo aprendiz para cumprir as atividades que lhe são impostas, exercícios programados, avaliações à distância e presenciais, atividades diversas como no caso de estágio e prática de ensino.
O outro se refere ao tempo necessário para assimilação de um determinado conteúdo pelo aprendiz. Neste sentido pensar o fator “tempo” é pensar que todas as atividades desenvolvidas precisam ter uma duração adequada para que um estímulo seja assimilado pelo aprendiz. Assim é que podemos como professores observar muitas vezes que a assimilação do conteúdo se deu em alguns casos em época posterior à entrega da tarefa solicitada.
Uma das grandes dificuldades dos alunos é em primeiro lugar a organização pessoal do tempo em função das necessidades do curso
Um dos elementos que facilitam a organização do aluno é a própria orientação dispensada por pais e professores. Um professor que orienta seus alunos, partilhando com eles um cronograma organizado auxilia no desenvolvimento de estratégias eficazes para a construção do conhecimento.
Outro fator fundamental que pude ver em diversos espaços é a formação de grupos de estudos fora do ambiente da escola, muitas vezes criados por iniciativa dos próprios alunos.
A divisão em grupos é um elemento importante na rotina dos alunos, pois permite segundo minha experiência principalmente a divisão de tarefas. Em termos práticos, o que temos são vários alunos que se dividem em busca de informação relevante nas variadas disciplinas para depois retornar ao grupo.
Considerando que professores e alunos possuem estilos de aprendizagem diferenciados cabe ao docente a identificação e desenvolvimento de atividades segundo o tempo do aluno.
Lembro que é preciso ter um certo equilíbrio entre a atividade proposta e o tempo de execução caso queiramos um resultado satisfatório.
Para alunos, principalmente aqueles que nesta época estão as voltas com vestibulares e outros concursos listo abaixo algumas dicas para um estudo de sucesso relacionadas ao tempo das atividades:
  1. Em primeiro lugar defina o melhor horário para seu estudo. Isso depende do seu estilo cognitivo. Pense comigo: em que parte do dia você é mais produtivo? Alguns alunos gostam de estudar melhor à noite quando tudo parece mais quieto, outros durante o dia.
  2. Tenha disciplina. Não adianta nada querer estudar 200 páginas em um dia se você não está acostumado. Comece com pequenos períodos. 30 minutos, 60 minutos diários. E depois vá gradativamente aumentando segundo as suas necessidades.
  3. Você não precisa deixar de fazer as coisas que gosta. Basta organizar seu horário de estudos. De que adianta estar diante do livro, mas pensando no filme que você queria ver com os alunos? Não divida sua atenção. Monte seu horário de forma a poder ver o filme sim, e depois satisfeito poder dedicar sua atenção exclusivamente aos estudos. Mas lembre-se tudo depende das suas prioridades.
  4. O cérebro precisa de descanso! Não é produtivo na maioria dos casos estudar 2 ou 3 horas direto. No geral, defina espaços para descanso rápido. Aquele momento em que você levanta da cadeira, vai até a cozinha ou banheiro. Movimente-se, respire fundo, mas não esqueça de voltar aos estudos.
  5. Estados motivacionais positivos melhoram a aprendizagem. Se você está de saco cheio, cansado, irritado das duas uma: ou você respira fundo e se acalma ou feche os livros pois é hora de parar. E pare sem remorso. Lembre-se de ajudar seu cérebro para que ele te ajude também.
  6. Não esqueça de manter uma alimentação saudável. Estudar cinco horas e perder o almoço não é legal. Tudo bem que você vai ficar mais magro( rsrrs ), mas seu corpo não vai agüentar.
  7. Lembre-se sempre que toda construção é uma questão de tempo e dedicação. Se você acreditar que pode com certeza conseguirá alcançar o sucesso profissional.

Encontro sobre neuroaprendizagem e neurodidática


Olá Pessoal,
Teremos um encontro no dia 26 de setembro ministrado pela professora Valéria Oliveira(http://www.institutomosaico.xpg.com.br/).
O evento é dedicado ao tema "Neuroaprendizagem e neurodidática" e gostaríamos que vocês participassem. Este encontro que faz parte do curso de neuropedagogia promovido pelo Instituto Mosaico será oferecido como módulo livre com certificado para pessoas que não sejam alunos do curso, mas contará como disciplina cursada para alunos que entrem na próxima que será aberta até o final do ano. O valor é de R$ 100, 00 e nele está incluso o material impresso. Aguardamos a presença de todos.

O curso acontecerá no AUDITÓRIO VILLAS BOAS situado na Av. Presidente Vargas, 446, 17º andar, Grupo 1701 no Centro da cidade do Rio de Janeiro / RJ.

INICIAMOS AS ATIVIDADES às 9h

Qualquer dúvida teremos prazer em sanar. Um grande abraço,
Marcos Antonio Silva - Presidente do Instituto Mosaico

Estamos no endereço http://www.institutomosaico.xpg.com.br/ onde maiores informações sobre os cursos, bem como professores podem ser encontradas em nossa revista eletrônica. Nos próximos dias estaremos atualizando todas as informações. Espero que gostem.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sobre ato de ensinar e o estudo das neurociências



Uma das idéias que sempre reforço com meus alunos, seja no ensino superior ou nos cursos de formação de professores no ensino médio, e a de que nos professores somos o grupo de profissionais que mais trabalha com o cérebro ao mesmo tempo em que somos um dos grupos profissionais que menos compreende o assunto. Infelizmente, um rápido olhar direcionado aos cursos de Pedagogia, as diversas Licenciaturas ou no ensino médio para os cursos de formação de professores nos mostra a carência de disciplinas que tenham como foco as neurociências e seu papel no processo de ensino-aprendizagem. Atualmente, acredito que um profissional da educação ao se deparar com estudos oriundos dos vários campos da neurociência, tem a possibilidade de adquirir uma nova visão acerca da forma como desenvolve suas atividades rotineiras. Saber como funciona o cérebro, como são processadas as informações, que partes são responsáveis por determinadas atividades e como o professor pode auxiliar na ampliação de suas potencialidades são apenas alguns dos elementos que podem e devem ser estudados pelos profissionais da educação. Notem que a idéia aqui não é fazer da neurociência uma chave que abre todas as portas para as soluções dos problemas que a Educação e seus atores, pais e alunos enfrentam hoje. Mas sim perceber que a partir deste estudo podemos sim obter algumas respostas, seja no campo da educação popular com toda a sua diversidade, seja na educação a distância, passando pela educação presencial formal ou mesmo a educação desenvolvida em espaços não escolares. Acredito hoje que a neurociência é uma das ferramentas das quais o professor não pode deixar de carregar em sua caixa.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sem medo da avaliação



Essa é uma história sobre dois professores. O professor "A" e professor "B". O professor "A" e o professor "B" se conhecem pouco mas estão sempre se falando pelos corredores. Tanto um quanto o outro nutrem bons pensamentos em relação ao outro. " O professor "A" é um cara bacana" - pensa consigo o professor "B". "O professor "B" me parece um cara bastante intusiasmado com seu trabalho" - pensa o professor A. Porém, neste clima de paz, algo acontece. Toda vez que o professor "A" entra em sala de aula percebe que a turma é contagiada por uma espécie de aura de alegria, enquanto a simples menção do nome ou do fato de terminar o tempo de aula e por conseguinte aproximar-se o momento do encontro com o professor "B" geram um desconforto enorme na turma, bem diferente da alegria inicial. Como pesquisador o professor "A" fica intrigado com aquela questão. O que poderia levar seus alunos, pessoas que ele conhece aprendeu a conhecer ao longo do semestre a estados tão diferentes de ânimo diante da simples menção dos nomes dos dos professores "A" e "B"? Seria o dominio do conteúdo? Creio que não. O professor "B" é um homem experiente, "doutorando", conhece os clássicos de sua área e sua matéria é especificamente muito interessante. Então o que seria? Como chegar a uma resposta satisfatória sem entrar em uma questão ética? A saída encontrada pelo professor "A" é uma das mais desconfortáveis para o professor muitas vezes: simplesmente, depois de estabeler um clima amigável com a turma estabelecer um diálogo sobre a forma como o professor tem atuado. Por que essa é uma prática que gera desconforto em nós professores? Porque muitas vezes não estamos preparados para a crítica daqueles que consideramos inferiores intelectualmente a nós. Embora tenhamos modificado nosso discurso ao longo das últimas décadas, nossas práticas continuam muitas vezes alicerçadas em práticas tradicionais que pregam a superioridade do professor em relação ao aluno. Bom, ao perguntar para a turma sobre como estes percebem a forma como ele trabalha os diversos conteúdos abordados, o professor "A", consegue perceber em parte os diversos elementos que fazem a turma oscilar entre a alegria e a tristeza em questão de segundos a menor menção do nome destes dois professores. Alguns dos elementos citados pelos alunos em relação ao trabalho do professor "A":
" O professor "A" fala na "nossa" linguagem"
" O professor "A" se preocupa com os alunos que não estão compreendendo a matéria"
" O professor "A" sempre tem uma palavra motivadora para a turma"
" O professor "A" sabe fazer a gente rir enquanto aprende sobre os temas"
" O professor "A" sabe aproximar o tema da nossa realidade"
Então comecei a refletir sobre a importância de perdemos o medo ou a nossa arrogância em relação esse outro que se encontra dividindo o mesmo espaço que o nosso que chamamos aluno. Muitas vezes acreditamos que estamos "arrasando" na aula, quando a única coisa que fazemos e desestimular nossos alunos. Porque uso a palavra "desestimular" aqui? Porque a cada encontro o aluno sai com a sensação de que ele é um "burro" ou que a tal materia do professor "B" é realmente muito complicada a ponto dele precisar de anos e anos para começar a compreender. Essa prática nos leva a tentar compreender como criar um ambiente agradável onde o aluno possa sentir-se a vontade para expor não apenas suas opiniões, mas também criticar o professor. E isso é um grande exercício de humildade.

terça-feira, 2 de junho de 2009

CURSO DE NEUROPEDAGOGIA DO INSTITUTO MOSAICO



OLá Pessoal
Tenho tido pouco tempo para atualizar o blog. Mas em breve teremos muitas novidades. Enquanto isso, estou divulgando o curso de Neuropedagogia que será realizado de junho a dezembro de 2009. Abaixo maiores informações. Qualquer dúvida é so entrar em contato. Um grande abraço,


Marcos Antonio Silva - presidente do Instituto Mosaico

A primeira aula será no dia 27 de junho (sabado) às 8h. Estaremos entrando em contato com todos 15 dias antes para maiores detalhes. Abaixo a grade do curso:
Serão seis encontros de Junho a Dez, sempre no último sábado do mês, com exceção de dezembro que será no dia 12. A mensalidade é de 100 reais. Não há taxa de matrícula. Ao final do curso vocês receberão certificado de curso de aperfeiçoamento. O que propomos no curso é parte da filosofia da nossa equipe de trabalho que acredita que na sociedade atual o professor precisa cada vez mais compreender como o cérebro funciona para poder realmente compreender como pode auxiliar seu aluno durante o processo de ensino-aprendizagem. Quanto aos assunto abordados nos encontros você pode ver em nossa proposta curricular abaixo:



Módulo 1: Neuroanatomia e neurofisiologia funcionais


Modulo 2: Neuroaprendizagem e neurodidática


Modulo 3: Dificuldades de aprendizagem


Modulo 4: metodologia de aprendizagem integral


Modulo 5: seminários temáticos


Estamos no endereço http://www.institutomosaico.xpg.com.br/ onde maiores informações sobre os cursos, bem como professores podem ser encontradas em nossa revista eletrônica. A inscrição on line é apenas para confirmar sua vaga. O pagamento da mensalidade será efetuado no dia do primeiro encontro. Também temos desconto de 10% para grupos de 3 com no mínimo pessoas. Caso confirme inscrição nos responda nesta mesma mensagem acrescentando os seguintes dados.
nome completo


escola de origem


telefone e e-mail de contato
Qualquer dúvida teremos prazer em sanar.


Um grande abraço,Equipe do Instituto Mosaico