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domingo, 8 de agosto de 2010

APRENDIZAGEM E METACOGNIÇÃO NO ENSINO DE METODOLOGIA CIENTÍFICA



Meu mais novo artigo publicado na Revista Ensaio da UFMG
É necessário construir novas metodologias que auxiliem o aprendiz na percepção de seus processos de aprendizagem. Relatou-se o uso de estratégias metacognitivas para ensinar método científico a 23 estudantes de pós-graduação. Baseado na abordagem construtivista utilizou-se técnicas de mobilização para promover o conflito cognitivo entre as crenças dos alunos sobre o pensar científico e tarefas simuladas durante um curso de metodologia científica. Diários de campo foram usados para favorecer no estudante a consciência dos seus processos de aprendizagem e como ferramenta de observação das diferenças individuais na recepção das informações e possíveis transferências. Concluiu-se que os relatos permitiram observar efeitos abrangentes no comportamento e no pensar dos estudantes.




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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

conversando sobre mapas conceituais

Exemplo de mapa conceitual colhido na net

Artigo
"Mapas Conceituais: estratégia didática para o desenvovimento cognitivo e a aprendizagem significativa"
Autores:
Eloisa Gomes de Oliveira e Marcos Antonio Silva
RESUMO
Este texto focaliza a importância dos mapas conceituais nas aprendizagens realizadas em ambientes virtuais. Começa conceituando a interação, que garante produtividade e significância à aprendizagem coletivamente construída, suas peculiaridades e desafios, tomando como suporte teórico Piaget, Vygotsky, Primo e Cassol, entre outros. Este processo fundamental para os empreendimentos e projetos coletivos, processo de relação e influência mútua entre seres humanos, é essencial para os indivíduos e grupos voltados para determinados fins comuns. Ao estudarmos a interação em ambientes virtuais não podemos entendê-la apenas como uma variação quantitativa da velocidade de resposta do computador. É preciso valorizar a bidirecionalidade, a comunicação contextualizada, enfim, aquilo que ocorre entre os interagentes e a evolução inventiva e criativa dos relacionamentos, preservando a singularidade cognitiva do homem. Os processos de ensino e aprendizagem em ambientes virtuais demandam formas de facilitar e potencializar a interação que geram um novo corpo de conhecimentos sobre o ensino, um conjunto de novas estratégias, uma “nova Didática”. Apontamos os mapas conceituais, criados por Novak e fundamentados na teoria de Ausubel, como uma estratégia possível não apenas em ambientes presenciais, mas também em ambientes virtuais de aprendizagem, onde a comunicabilidade é encarada como elemento chave para qualquer processo educativo que vise à construção de uma aprendizagem significativa. O indivíduo constrói significado a partir de um acerto conceitual entre o conceito apresentado e o conhecimento prévio além é claro, de sua predisposição para realizar essa construção. A teoria da aprendizagem significativa de Ausubel tem como base o princípio de que o armazenamento de informações ocorre a partir da organização dos conceitos e suas relações, hierarquicamente, dos mais gerais para os mais específicos. Mapas conceituais são uma ferramenta gráfica utilizada para a representação da estrutura conceitual de um determinado conhecimento. Formam uma estrutura que vai dos conceitos mais abrangentes até os menos inclusivos. São utilizados para ordenar e seqüenciar hierarquizadamente os conteúdos de ensino, oferecendo estímulos adequados ao aluno. Tornam mais significativa e prazerosa a aprendizagem do aluno, que transforma o conhecimento sistematizado em conteúdo curricular, estabelecendo ligações do conhecimento com os conceitos relevantes que ele já possui. O texto prossegue apresentando as etapas de construção dos mapas conceituais, destacando o papel mediador do professor, e enfatiza como a tecnologia de informação e comunicação propicia ferramentas computacionais que facilitam a construção dos mesmos. Descreve experiências de utilização de mapas conceituais no Ensino Superior, seus resultados e as reações dos alunos diante desta metodologia.